Acordei sem vontade de acordar.
Queimei os dedos todos na panela fervendo. Rapaz como isso dói. Arde.
Matei uma barata que estrebuchava no chão da cozinha. Ouvi o estalido rompendo a carapuça dura, sai de cima. Limpei o mijo da cachorra e a coloquei de castigo no quintal. Pensei em não ir trabalhar, mas já havia perdido o sono.
Cheguei atrasada e ruminei. Ouvi o estalido da minha carapuça dura se rompendo e continuei.
Meio dia eu estava de volta.
Havia comprado cigarros, cerveja, colocado uma roupa para lavar, assistido a um filme e lido algumas páginas de um livro.
Arrastei correntes pela casa esperando ele chegar e me dar um sentido.
Esse é um dia como outro qualquer.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
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