Aos poucos o meu quebra cabeça vai encaixando as peças. Eu não digo que está tudo bem porque não gosto de divulgar vitórias e atrair coisas ruins. Já tive a minha cota disso. Eu só sei que não peço desculpas por absolutamente nada do que aconteceu. Eu nunca me traí, eu nunca dei as costas para ninguém, eu nunca agi de má fé (a não ser nas horas que quis). A lição mais perigosa que aprendi nos últimos dois anos é que as pessoas vivem dizendo que preferem a sinceridade cruel à falsidade dos sorrisos, mas mentem. Pelo menos não tenho medo de dizer que não gostei, que me machucou, que doeu, que eu não engoli. Eu jamais darei abraços hipócritas. E ninguém sabe encarar isso e sempre encontram o caminho mais fácil da covardia. É sempre assim: fulana me confronta, vamos fugir, porque ela não pode mentir e mostrar um pouco de doçura?
Porque não.
Desculpa, não.
Não trabalhamos com sentimentos pequenininhos por aqui.
Eu sei olhar no olho e pedir o quero e dizer o que sinto quando pedem a minha opinião. Eu sei dar até a última coisa minha se me garantirem que é solo seguro. Até quando não me garantem eu dou. E me fodo. Sempre. Porque eu insisto nos amores e insisto em verdades. Depois me canso. Talvez seja do tipo de garota que se pode pisar um pouquinho, o problema é que quando canso é definitivo e sem volta. O que importa é que no fim sou eu que saio com a consciência tranqüila.
quinta-feira, novembro 08, 2007
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