Eu não sou contra a análise ou qualquer outro tipo de terapia, mas eu não levo a sério. Conheço gente que se dá bem e que realmente melhora e talvez para algumas pessoas seja uma coisa boa. Mas para a maioria é só muleta. Confesso que procuraria só se estivesse com vontade de ouvir sobre a minha pessoa. Melhor ainda, eu procuraria para dizer para a minha mãe: "oi, meu bem, não exija muito de mim, olha, tenho respaldo médico atrás de mim, é muito sério, coitada de mim". Muita coisa em mim não funciona muito bem, mas eu sei exatamente quais são essas coisas. Na verdade o problema não é a análise ou os remédios, o problema são as pessoas (como sempre). Acontece que o que eu mais tenho encontrado dia após dia, dia após dia, é gente que tem preguiça, gente cheia de nhé, nhé, nhé, gente com complexo de Peter Pan, dizendo que não consegue fazer as coisas porque são "doentes". Eu odeio gente que anda com uma placa pendurada no pescoço: "Sou deprimido, me aceite como sou, me ame e faça as coisas por mim, eu não consigo, sou emocionalmente desequilibrado, vou morrer, me matar, óóóó". Por favor, vá em frente. Isso é uma das coisas que mais me afeta.
Não sei se é porque eu nunca dei desculpas para mim mesma para ser livre. Na verdade eu dei sim, perdi alguns anos dando essas desculpas. Agora se eu quero alguma coisa eu pego, eu faço, eu dou um jeito. Ir com a maré nunca mais. Nunca mais. Eu nunca fui muito boa nisso mesmo.
terça-feira, novembro 13, 2007
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